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Fernando de Noronha - PE

Fernando de Noronha é uma região geoeconômica, social e cultural, pertencente ao estado Pernambuco, denominada Distrito Estadual. O arquipélago de Fernando de Noronha é formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos, que totalizam cerca de 26Km² de extensão.



Com uma população de aproximadamente 2.500 habitantes, Fernando de Noronha também é capaz de oferecer uma boa infra-estrutura turística, com diversas opções de passeios e atividades náuticas. para conhecer Fernando de Noronha, devem ser dedicados no mínimo 5 dias, devido à imensa variedade de opções em atividades e passeios.



Apesar do turismo ser a principal atividade econômica da região, este é desenvolvido de forma sustentável, para que seja preservado um dos mais importantes santuários ecológicos do mundo.



Um pouco de história...



O arquipélago de Fernando de Noronha foi uma das primeiras terras no Novo Mundo, registrada em 1500 pelo espanhol Juan de la Cosa e em 1502 e em 1502 pelo português Alberto Cantino, mas sua descoberta é atribuída ao espanhol Américo Vespúcio em 1503.

Seu nome vem do fidalgo português Fernão de Lorona que financiou a expedição da descoberta. Ele foi um dos mais importantes exploradores do pau-brasil na era posterior ao descobrimento do Brasil, Também conhecido como Fernão de Loronha e Fernando de Noronha, nasceu nas Astúrias.

Em 1534 o arquipélago de Fernando de Noronha foi invadido por ingleses, em 1556 até 1612, por franceses. No ano de 1612 aportou o missionário capuchinho Cláudio de Abbeville, que encontrou no local um português e dezessete índios de ambos os sexos, todos desterrados pelos moradores de Pernambuco.

Em 1628, Noronha foi invadida pelos holandeses, desalojados dois anos depois pela expedição comandada por Rui Calaza Borges a mando de Mathias de Albuquerque em 14 de janeiro de 1630.

Em nova investida, em 1635, os holandeses voltam a ocupar a ilha, sob o comando do almirante Cornelis Cornelizoon Jol, permanecendo por dezenove anos.

Neste período, a ilha foi usada pelos holandeses como local de tratamento e convalescença de seus homens devido a doenças como o escorbuto e pela disenteria sanguínea, que atingiram um terço da tropa estacionada em Pernambuco.

A ilha passa a chamar-se Pavônia, em homenagem a Michiel de Pauw, um dos diretores da Companhia das Índias Ocidentais. Em 1646 os holandeses constroem um fortim na elevação onde mais tarde seria erguido o Forte de Nossa Senhora dos Remédios.

Os holandeses foram expulsos em 1654 e a ilha ficou abandonada. Os franceses da Cia das Índias Ocidentais prepararam uma invasão e em 1736 invadiram a ilha e permaneceram nela por um ano. Rebatizaram-na de Isle Delphine.

A partir daí, Portugal percebeu a localização estratégica da ilha e ordenou que a Capinania de Pernambuco expulsasse os franceses e assumisse a ilha. Em 1737, foi construído sobre a ilha o maior sistema de defesa da época com fortificações em 17 km2. Construíram presídios na ilha, mas durou apenas um ano.

Em 1942, com a segunda guerra mundial, o Brasil se preparava para entrar em combate e então usou a ilha como uma base avançada de guerra. De 1942 a 1988 formou-se o tempo de denominação militar com a criação do território federal, mas por fim, Noronha retornou à Pernambuco.

Hoje, Fernando de Noronha é um Distrito Estadual conduzida por um administrador nomeado pelo governador do Estado.

A Ilha de Fernando de Noronha: A principal ilha do arquipélago possui 17 km². Possui diversas elevações, como o Morro do Pico (323m), o Morro do Espinhaço (223 m), o Morro do Francês (195 m), o Alto da Bandeira (160 m), entre outros.As belas praias, em harmonia com o mar, os rochedos e ilhotas que fazem parte do arquipélago são uma inspiração para qualquer pessoa que está à passeio ou que fazem da ilha um meio de vida.

Nesta ilha encontramos diversos sítios históricos, vilas residenciais, e serviços como aeroporto, escola e hospital.

Ilha Rata

Ilha Rata: É a segunda maior ilha, antigamente habitada pelos responsáveis pelo antigo farol quando era necessário manutenção humana. Nela ficam o Pontal da Macaxeira e a Ilha do Lucena, que se transforma em outra ilha nos períodos de maré alta.

Ilha do Meio

Ilha do Meio: Situada entre a Ilha Rata e o rochedo Sela Gineta. Sua base é mais estreita que seu topo e as ondas formam cavidades nos paredões com a arrebentação, sendo apreciadas quando costeadas nos passeios marítimos.

Baía e Porto de Santo Antônio

Seu ancoradouro natural é utilizado para descarga de embarcações. Há uma embarcação afundada no porto, o navio grego Eleani Sthatathos.

Praia do Sancho

Considerada a praia mais bonita do Brasil, uma das poucas que permite que embarcações parem para banho de visitantes, não causando danos aos corais. Suas águas são transparentes e o fundo é de areia, com acesso pelo mar, de barco, pela escadaria encravada em uma fenda na rocha ou escalando pedras a partir da Baía dos Porcos.Isso faz com que este seja um dos locais mais procurados para mergulho livre. As embarcações de pesca e turismo se abrigam neste ponto.

A falésia acentuada é um mirante natural, de onde se tem uma vista deslumbrante.

Baía dos Porcos

Considerada a segunda praia mais bonita do Brasil, essa pequena praia de acesso dificultoso possui várias pedras que formam lindas piscinas naturais, com muitos peixes coloridos.

Em frente a ela está o famoso Morro Dois Irmãos. Abriga ainda, no alto, o Forte de São João Baptista dos Dois Irmãos. Excelente para mergulho.

Baía do Sueste

A Baía Sudeste é caracterizada por seu mar tranqüilo, esverdeado, com ondas bastante suaves e areias macias e claras.

A baía também é considerada uma região histórica, pois abriga as ruínas do Forte de São Joaquim do Sueste. Na Baía sudeste também está localizado o único mangue de ilha oceânica.

Praia da Cacimba do Padre

Aqui fica o famoso Morro Dois Irmãos, que consiste em duas elevações semelhantes dentro d’água. A praia se chamava originalmente Praia da Quixaba, mas, em 1888, a descoberta de água potável por um capelão do presídio fez com que o nome mudasse.

No alto, existia a Vila da Quixaba, onde presidiários de mau comportamento eram alojados. Próximo a este local existem destroços de uma das baterias da II Guerra Mundial. De novembro a março, uma das melhores praias do país para surfar.

Praia do Cachorro

O nome vem de uma antiga fonte de bronze com cara de cachorro que não mais existe.
Há uma bica de água doce, uma piscina natural em pedra e as muralhas do Parque de Sant’Ana. Também ocorrem nesta praia algumas feirinhas típicas da região.

Aves e répteis da ilha

O arquipélago de Fernando de Noronha encontra-se no Oceano Atlântico tropical, três graus ao sul da linha do Equador.

A ilha e as ilhotas do arquipélago de Fernando de Noronha têm origem vulcânica e nunca foram conectadas por terra ao continente sul-americano. Conseqüentemente, todos os animais  nativos do arquipélago colonizaram a ilha transportados pelo ar ou mar.

O arquipélago abriga vasta diversidade de flora, com vegetação predominante composta por espécies típicas do agreste nordestino. As 21 ilhas e ilhotas também abrigam tartarugas e golfinhos, além do maior número de colônias reprodutivas de aves marinhas entre todas as ilhas do Atlântico Sul.

Mabuya

Lagarto endêmico de Fernando de Noronha. Seus ancestrais são da África e não da América. Costuma sugar o néctar das flores do mulungu como se fosse um beija-flor, um caso raro de lagarto que, não só visita, como poliniza as flores. Animal de comportamento curioso, aproxima-se das pessoas e frequentemente é encontrado em mochilas de visitantes desavisados.

O primeiro registro histórico do mabuia encontra-se na Carta do Descobrimento, portanto, a colonização de Noronha pelo mabuia, seja ela natural (através de correntes marinhas) ou antrópica (introdução pelo Homem) se deu antes do descobrimento “oficial” do arquipélago em 1503.

Vida Marinha

Noronha também é linda embaixo d´água, com um imensa variedade de espécies marinhas, o arquipélago é um dos melhores locais para a prática do mergulho de toda a costa brasileira.

A água transparente é morna em todos os meses do ano. Com as restrições à pesca perto da ilha, os cardumes desfilam diante dos mergulhadores. O mergulho é uma das principais atrações para cerca de 60 mil visitantes que chegam à ilha a cada ano.

São 17 pontos principais que podem ser visitados de acordo com a experiência do mergulhador: de credenciados aos que vão conhecer as belezas do fundo do mar pela primeira vez.

Como a pesca é proibida, os peixes não se sentem ameaçados e muitas espécies permitem grande aproximação do mergulhador. É possível avistar, bem de perto, tartarugas, arraias, barracudas, moreias, entre outras espécies. Cerca de 230 espécies foram identificadas no arquipélago.

Agradecimento:

ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha

O Arquipélago de Fernando de Noronha atualmente é composto em sua totalidade, tanto na parte terrestre como em sua área marinha, por duas Unidades de Conservação Federais, hoje administradas pela Autarquia Federal denominada INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE - ICMBio. As Unidades de Conservação são áreas protegidas do território nacional brasileiro, criadas pelo poder público, que têm por objetivo principal a manutenção da diversidade biológica, dos ecossistemas e das paisagens naturais de notável beleza cênica.

As duas Unidades de Conservação que compõe o Arquipélago de Fernando de Noronha são o PARQUE NACIONAL MARINHO FERNANDO DE NORONHA - ICMBio; e a ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DE FERNANDO DE NORONHA;

O PARQUE NACIONAL MARINHO FERNANDO DE NORONHA - ICMBio é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, de domínio público, que abrange 70% da Ilha de Fernando de Noronha, além de suas ilhas e ilhotas secundárias e área marinha até a profundidade de 50 metros. De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), são permitidas, dentro do Parque Nacional, apenas atividades que façam o uso indireto de seus recursos naturais, como a pesquisa científica ambiental e o turismo ecológico.

O PARQUE NACIONAL MARINHO FERNANDO DE NORONHA - ICMBio teve sua criação, decretada a partir dos esforços do governo federal, da comunidade local e de ambientalistas que reconheceram no arquipélago um enorme potencial para conservação da biodiversidade brasileira dentro de um cenário mundial. Atualmente, o Parque é alvo de diversos programas e projetos de pesquisa e conservação do meio ambiente assim como destino de milhares de visitantes que buscam aliar o turismo a um maior contato com a natureza. Devido ao crescente interesse pelas atividades de ecoturismo em Fernando de Noronha, o ICMBio reconhecendo a importância desta atividade vem investindo fortemente na estruturação e revitalização deste importante Parque Nacional brasileiro, através da implementaçao de projetos que vism a melhoria da infra-estrutura e da qualidade de serviços oferecidos aos seus visitantes.

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